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Tipos de Desperdícios na saúde: quais são? Conheça os 8 tipos mais comuns

A palavra desperdício é muito lembrada na área da saúde, mas você sabe o porquê? Isso ocorre porque a má gestão dos recursos nas clínicas e hospitais ocasiona o aumento de gastos e, consequentemente, dos desperdícios. Se você buscar saber mais sobre os tipos de desperdícios na saúde e como saná-los com a Metodologia Lean Healthcare basta continuar a leitura!



Desperdícios na Metodologia Lean Healthcare


Os profissionais que atuam nos hospitais, clínicas e unidades de saúde já sabem que é imprescindível prezar pela qualidade no local de trabalho – seja a qualidade no atendimento e serviço prestado ou mesmo nos processos e treinamento da equipe.


Fato é que os bons resultados são consequência de vários fatores e a qualidade é um deles, afinal, uma equipe bem preparada está apta para executar suas rotinas, evitar retrabalhos, etc., enquanto os processos bem definidos irão evitar a insatisfação do cliente e a otimização do tempo dos médicos. Por fim, um atendimento excepcional é aquele que encanta pacientes e garante o retorno deles na sua empresa, caso o serviço prestado tenha sido satisfatório.


Quando esses fatores não estão integrados (atendimento, equipe, processos e ambiente) surge espaço para desperdícios como o retrabalho, que é um dos tipos mais comuns no cenário dos negócios. Mas além dele existem outros desperdícios que a Metodologia Lean Healthcare busca eliminar ou reduzir, você sabe quais são eles? Separamos quais são os oito tipos de desperdícios para ficar de olho na área da saúde:


8 Tipos de Desperdícios na área da saúde


Tudo que não agrega valor para um cliente (paciente) é considerado desperdício. Tendo isto em vista, imagine o processo de consulta em uma clínica de fisioterapia: dentro desse processo podem existir atividades redundantes, que não agregam valor para o seu paciente, certo?


Mas isto só será descoberto após aplicar o Lean Six Sigma e realizar o mapeamento do fluxo de valor (MFV), um mapa que faz parte dessa metodologia e colabora para diferenciar as atividades que geram valor agregado em um processo das que não agregam valor a ele.


Essas atividades que não contribuem para agregação de valor serão consideradas como redundantes ou desnecessárias para o processo, salvo exceções. E tais atividades são exemplos de desperdícios, haja vista que podem tornar o processo da consulta mais lento, gerar o excesso de atividades em andamento na clínica, dentre outras situações.


Fora esses exemplos, tenha sempre em mente que os desperdícios nas unidades de saúde também podem ocasionar o aumento dos incidentes no local de trabalho, ok? Dos incidentes relacionados à assistência na área da saúde, estão elencados:


  • Falhas durante a assistência à saúde;

  • Falha na identificação do paciente;

  • Falha na documentação;

  • Falhas nas atividades administrativas;

  • Falhas no cuidado/proteção do paciente;

  • Dentre outros itens.

Os dados acima podem ser conferidos no Boletim de Segurança do Paciente e Qualidade nº 15. Uma forma de sanar tais falhas seria através da aplicação da Metodologia Lean Six Sigma, que é focada na redução dos desperdícios e aumento do valor agregado aos pacientes. Para isso os gestores seguem os conceitos do pensamento enxuto (lean), aplicam ferramentas como o 5S e Poka-Yoke.

Mas agora que você já sabe o conceito dos desperdícios, torna-se importante entender quais são os 8 tipos de desperdícios mais comuns na área da saúde - aqueles que devem ser reduzidos seguindo uma metodologia e suas respectivas ferramentas. São eles:

  • Superprocessamento;

  • Superprodução;

  • Estoque;

  • Defeito;

  • Movimento;

  • Espera;

  • Transporte; e

  • Conhecimento.

Listamos do que se trata cada um nos tópicos abaixo:

1 – Superprocessamento


Dentro do Lean, o superprocessamento está voltado para o excesso de atividades redundantes dentro de um processo – nesse caso, de atividades que não irão agregar valor para seus pacientes, como por exemplo o preenchimento de vários formulários em um hospital.


Apesar dos documentos serem importantes para identificar e atender os pacientes, nem sempre é necessário preencher grandes formulários, dependendo do serviço que será prestado, então é importante solicitar informações que sejam relevantes para o médico e paciente, colocando o preenchimento de dados no início do ciclo de atendimento às pessoas, por exemplo.


Uma boa dica para evitar este tipo de desperdício é através do Mapeamento do Fluxo de Valor (MFV), eliminação de processos desnecessários e priorização de processos que agregam valor, como destacado na imagem abaixo:



2 – Superprodução


A superprodução se refere à produção em excesso de materiais na área da saúde ou ainda, atividades excessivas dentro de um processo, na parte de atendimento por exemplo. Outra situação seria a produção de medicamentos acima da que foi demandada pelo mercado. Para evitar este caso ocorra é válido realizar um estudo da demanda sobre o que é produzido.


Quanto às atividades em excesso, vale lembrar que podem vir a prejudicar o tempo de espera do paciente na unidade de saúde, ocasionando a insatisfação das pessoas com a empresa em que atua. Para que esse cenário não aconteça é importante mapear os processos, a fim de identificar quais atividades agregam ou não valor ao cliente final, desse modo serão eliminadas as que não estão gerando benefícios e atrapalham as rotinas do seu local de trabalho.


3 – Estoque


Excesso de inventário, insumos e matérias-primas impactam no aumento do estoque e prejudicam sua empresa. Essa quantidade em demasia no estoque representa um dinheiro que poderia ser investido com outros itens no seu trabalho.


4 – Defeito


Falhas e defeitos no processo também são desperdícios. Ambos poderão provocar acidentes, incidentes ou retrabalho dentro dos processos. E para evitar que isso ocorra é válido aplicar a técnica “Do It Right The First Time”, responsável por colaborar na definição e monitoramento dos processos que ocorrem em um ambiente de trabalho.


5 – Movimento


Movimentos desnecessários são desperdício de tempo e não agregam valor a um processo. Uma alternativa para evitá-los seria por meio da Ferramentas 5S e elaboração do Diagrama de Espaguete. No vídeo abaixo, trecho da nossa Formação Gratuita em Lean Six Sigma Healthcare, falamos sobre isso:



6 – Espera


Espera do paciente, de colaboradores ou da sua equipe são mais um caso relacionado ao desperdício de tempo. Para evitar a espera referente a reparos de máquinas no ambiente de trabalho, por exemplo, basta prezar pela manutenção dos seus equipamentos com frequência.


7 – Transporte


Movimentos mal planejados são um gasto de tempo e dinheiro. O transporte de pacientes e produtos em uma unidade de saúde precisa seguir a melhor logística, evitando que o paciente e sua instituição sejam prejudicados.


8 – Conhecimento


Este é um desperdício intelectual que ocorre quando os talentos e habilidades dos seus colaboradores não são aproveitados. Isso subutiliza a capacidade da equipe e pode gerar gastos desnecessários.


Já no caso contrário, quando esse desperdício é evitado, a redução de gastos é certa. Em 2021, por exemplo, a Volvo divulgou que foi economizado cerca de R$ 8,5 milhões de reais apenas com as sugestões de funcionários.

Como eliminar ou reduzir os desperdícios?

Aplicando a metodologia Lean Six Sigma! O Mapeamento de Fluxo de Valor, Kanban e Andon são exemplos de técnicas e ferramentas que podem ser optadas para eliminação das atividades que não trazem benefícios na área da saúde.


Nesse sentido, vale destacar que dentro da metodologia em questão existem vários tipos de certificações (belts) e cinco níveis principais:

  • White Belt;

  • Yellow Belt;

  • Green Belt;

  • Black Belt; e

  • Master Black Belt.

Na Gestão Dorsal oferecemos um treinamento exclusivo para o nível intermediário dessa metodologia, a certificação em Green Belt. Para saber sobre nossa próxima turma basta entrar em contato conosco: gestaodorsal@gmail.com!


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