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Tecnologia e qualificação podem salvar vidas?

Atualizado: 24 de mar. de 2021

Considerada uma das mais tradicionais unidades de saúde da capital goiana, o Instituto de Neurologia de Goiânia, mais conhecido como Hospital Neurológico, passa por mais uma transformação em benefício do paciente ao longo dos seus 45 anos de existência.

Com investimento pesado em tecnologia e qualificação dos processos internos a meta do Hospital Neurológico é melhorar seu atendimento. E os resultados já chegaram. Em dezembro de 2019, a instituição recebeu a certificação Organização Nacional de Acreditação - ONA / IQG - Health Services Accreditation como Acreditado Pleno (Nível 2).


Mas você deve estar se perguntando:

O que é esse certificado ONA? O que os pacientes ganham com isso?


Então vamos lá! A Acreditação é um método de avaliação e certificação que busca, por meio de padrões e requisitos previamente definidos, promover a qualidade e a segurança da assistência no setor de saúde. Ou seja, uma unidade de saúde, Acreditada, é garantia de mais qualidade para o paciente e familiares. O certificado é válido por dois anos.


Nível 2 - Acreditado Pleno

A organização precisa atender a dois critérios:

  1. cumprir ou superar, em 80% ou mais, os padrões de qualidade e segurança;

  2. cumprir ou superar, em 70% ou mais, os padrões ONA de gestão integrada, com processos ocorrendo de maneira fluida e plena comunicação entre as atividades.

Saiba mais sobre a certificação ONA no site da organização.


A Acreditação foi conquistada com apoio da Dorsal Gestão em Saúde, empresa que visa o desenvolvimento gerencial e operacional em estabelecimentos clínicos e de saúde. A Dorsal é focada nas reais necessidades da instituição e com o objetivo de construir modelo assistencial perene e sustentável.


“Conseguimos a certificação em tempo recorde (10 meses). A parceria com a Dorsal transformou o Neurológico para melhor. Hoje, temos um modelo de gestão eficiente, com redução de desperdícios e uso racional dos recursos”, revela o diretor clínico da unidade, o neurologista Marcos Alexandre Carvalho Alves. A Dorsal é parceira do Neurológico desde o início de 2019.

Protocolos ajudam a salvar vidas

Dentre as diversas mudanças internas implementadas pelo Neurológico em parceria com Dorsal, estão os protocolos. Existem registros para prevenção de queda, trombose venosa, septicemia, atendimento na urgência, acidente vascular cerebral (AVC), bronco aspiração etc. “Esses protocolos orientam de maneira correta os profissionais de saúde e ajudam a salvar vidas”, frisa Marcos Alexandre.


O protocolo de bronco aspiração, inclusive, virou referência e ajudou o hospital a conquistar a certificação ONA. “Somos um hospital que atende pacientes graves. Por isso, nossos protocolos precisam ser bastante eficientes. O de bronco aspiração foi um avanço muito grande, não só para o Neurológico, mas também para outros hospitais”, garante o diretor.

Controle da farmácia e segurança para o paciente

Você já deve ter ouvido a palavra rastreabilidade. O conceito é simples: rastreabilidade é a capacidade de conhecer todo o caminho de uma determinada matéria-prima, desde sua origem até o produto final.


É um termo muito utilizado na indústria, mas que vem se espalhando para as outras áreas. Dentro de hospitais, a rastreabilidade é muito utilizada na farmácia. O hospital precisa ter controle total dos medicamentos. Não apenas para preservar a saúde do paciente, mas também para evitar desperdícios e gastos desnecessários.


“Todos os nossos medicamentos são rastreados e muito bem armazenados. O controle é total. Nosso paciente está seguro. Sabemos todos os números, com exatidão”, explica Marcos Alexandre.


Outra medida implantada pelo Neurológico foi a reconciliação de medicamentos. O paciente e nem seus familiares podem entrar com remédios dentro do hospital. A medida visa evitar que o paciente tome uma medicação de maneira repetida.

Transparência total na unidade de saúde

O regimento interno do Hospital Neurológico também foi modificado. Hoje, existem comissões para analisar os procedimentos e dar transparência no funcionamento da unidade de saúde. São comissões de óbito, de ética, de infecção hospital etc. Os gestores são informados diariamente do que ocorre na instituição.

“Se um médico ou enfermeiro atendeu mal o paciente, por exemplo. A reclamação chega para o chefe do pronto-socorro e para mim (diretor clínico). Tudo que acontece no hospital nós ficamos sabendo. 100% de transparência”, revela Marcos Alexandre.

História de pioneirismo em Goiânia

O Hospital Neurológico foi inaugurado em 29 de novembro de 1975. Foram dois anos de obras no Setor Bueno. Ainda na década de 1970, a unidade ficou conhecida fora do Estado graças a cirurgia estereotáxica, para tratamento, especialmente do parkinsonismo, epilepsia e agressividade. Na época, o Neurológico tinha tecnologia e equipamentos trazidos da Alemanha.


Em 1981, mais um avanço em nível nacional. O hospital entrou na era da tomografia computadorizada e passou a figurar como centro de tratamento das epilepsias. O número de casos operados ultrapassava, atualmente, os 1,5 mil, com resultados equivalentes aos dos melhores centros mundiais, constituindo-se na maior casuística da América Latina.


O Instituto de Neurologia de Goiânia conta com área de 10 lotes (7.445 m2), com área construída de 6.253 m2. São 81 leitos, incluindo 12 de Unidade Terapia Intensiva (UTI) e 16 no pronto-socorro.

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